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Dias Claros E
assim se passavam os dias. Dias claros. Como se nada mais se passasse.
A janela ficava mesmo ali, do lado de fora do mundo, aberta a todas as
claridades do céu, não importa se era dia, ou noite.
A estrela polar guiava os dias. Os meus dias. Eu via a tua sombra recostada
na cadeira baixa, o teu corpo fino e leve sobre os teus joelhos, uma caixa
de costura no teu regaço. Ouvia-te o cantarolar baixo e melodioso de uma
rumba, o balançar ligeiro e ondulante das tuas pernas cobertas por meias
negras, sapato fino a recalcar memórias.
Queres que te conte uma história? Quero...
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